No período conhecido como União Ibérica (1580-1640), os holandeses, inimigos da Espanha,
tentaram conquistar parte do território brasileiro, utilizando-se da Companhia das Índias Ocidentais,
que tinha autorização do governo holandês para organizar tropas e estabelecer colônias. Tanto na
primeira tentativa, a malsucedida invasão da Bahia (1624), como no período inicial da segunda, a
bem-sucedida invasão de Pernambuco (1630-1654), os holandeses depararam-se com a resistência
de forças luso-brasileiras
[A] bem-organizadas e equipadas para uma luta equilibrada.
[B] lideradas por Domingos Fernandes Calabar, que, depois, mudou de lado.
[C] que impediam a expansão da ocupação, utilizando táticas de guerrilha e emboscada.
[D] que, por questões culturais, não aceitaram a colaboração de indígenas, negros ou brancos pobres.
[E] num movimento que ficou conhecido como Insurreição Pernambucana.
Durante as invasões holandesas no Brasil (principalmente em Pernambuco, entre 1630 e 1654), as forças luso-brasileiras inicialmente não tinham um exército organizado e bem equipado para enfrentar os holandeses em batalhas convencionais. Por isso, recorreram a estratégias de guerrilha, como ataques surpresa, emboscadas e ações rápidas contra os invasores, dificultando a expansão holandesa pelo território.
Analisando as demais alternativas:
- [A] Incorreta: as tropas luso-brasileiras não eram bem equipadas nem organizadas para uma luta equilibrada contra os holandeses.
- [B] Incorreta: Domingos Fernandes Calabar realmente mudou de lado e passou a apoiar os holandeses, mas não liderou a resistência luso-brasileira.
- [D] Incorreta: a resistência contou justamente com a participação de diferentes grupos sociais, incluindo indígenas, negros e brancos pobres.
- [E] Incorreta: a Insurreição Pernambucana ocorreu entre 1645 e 1654, na fase final do domínio holandês, não correspondendo ao período inicial de resistência citado no enunciado.
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