"Se gostas de afetação e pompa de palavras e do estilo que chamam culto, não me leias. Quando esse estilo florescia, nasceram as primeiras verduras do meu; mas valeu-me tanto sempre a clareza, que só porque me entendiam comecei a ser ouvido. (...) Esse desventurado estilo que hoje se usa, os que querem honrar chamam-lhe culto, os que o condenam chamam-lhe escuro, mas ainda lhe fazem muita honra. O estilo culto não é escuro, é negro (...) e muito cerrado. É possível que somos portugueses e havemos de ouvir um pregador em português e não havemos de entender o que diz?!"
Padre Antônio Vieira, nesse trecho, faz uma crítica ao estilo barroco conhecido como
[A] conceptismo, por ser marcado pelo jogo de ideias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico.
[B] quevedismo, por utilizar-se de uma retórica aprimorada, a exemplo de seu principal cultor: Quevedo
[C] antropocentrismo, caracterizado por mostrar o homem, culto e inteligente, como centro do universo.
[D] gongorismo, ao caracterizar-se por uma linguagem rebuscada, culta e extravagante.
[E] teocentrismo, caracterizado por padres escritores que dominaram a literatura seiscentista.